Entendendo a composição de Cores CMYK

Posted by guia On setembro - 28 - 2008


Uma dica importante direto de impressores profissionais. A melhor composição para um preto de qualidade é: Cyan = 50%; Magenta = 30%; Yellow = 0%; Black = 100%.

Vou iniciar os assuntos a que se propõem o nome deste site, Guia do Design. Tenho feito apenas posts experimentais em áreas mais genéricas, mas agora vamos partir para o lado mais profissional do Design.

O blog vai entrar nesta nova fase, analisando, para começar, o Design Gráfico.

Entende-se por Design Gráfico tudo que componha o papel, tudo que seja impresso e se utilize das mídias gráficas. Até bem pouco tempo eram poucas, ou quase únicas, subdivididas por especialidades: Gráfica, com criação, diagramação e tratamento de imagens.

Hoje a gama é incrível, pois as mídias impressas amplificaram a pontos quase personalisados, devido ao grande número de formas de imprimir: banners, fachadas, comunicação visual interna de uma empresa, de um estacionamento, gráficas rápidas, gráficas convencionais, plotter de vinil, plotter fotográfico, out-door, impressão off-set em rolo, impressão off-set em bopp, impressão laser em bopp, mala direta, impressão silk, serigrafia, litografia, flexografia, fotolitos emborrachados, fotolitos convencionais, etc. Se eu for ficar citando um a um das milhares de possibilidades, faria uma enciclopédia.

Todos estes tipos de impressão tem características próprias, convenções individuais, uma ciência que lhe é particular. Mas todas atendem a alguns padrões comuns a todos: sistema de cores comum, trabalhar sobre papel e exigir a atenção técnica de quem executa.

Não é objetivo aqui abordar a história da impressão ou mesmo listar cada um dos sistemas de impressão existente. A intenção é entender o sistema comum de cores e como isto funciona sobre o papel. No caso, estaremos analisando a composição de cores CMYK.

No post sobre cores, analisamos de forma genérica a ciência das cores CMYK pelo prisma da luz. Agora analisaremos como se compõe esta escala.

É necessário primeiro entender a base de qualquer sistema de cores. Eu pergunto a você porque chamamos “sistema de cor”? Sistema é um grupamento, mas neste caso, talvez uma informação nova e que quero chamar a atenção do leitor, é que se chama sistema porque é uma convenção. Não existe um sistema de cores CMYK na natureza, principalmente na forma como ele é formatado. Veremos porque quando analisarmos os famosos “grãos” ou pontos de impressão.

Sendo uma convenção, significa que foram determinadas regras para sua composição e aceita por um grupo, no caso as gráficas. Mas é uma convenção baseada no estudo científico das cores, através da composição sobre o papel. Como vimos no post de cores, o papel perde luz, por estar em estado original branco (refletindo luz).

O sistema de cores puras CMY (C = Cian; M = Magenta; Y = Yellow) são as correspondentes cores primárias. Bem sabemos que da misturas de duas cores primárias nasce uma secundária. E assim até chegarmos ao preto composto. Mas o preto composto por cores primárias não é um preto de qualidade. Desta forma foi adicionado o Preto na escala CMYK (K = Black), para dar mais qualidade na composição do preto e melhor nuance na definição das imagens. Vejam na gravura ao lado. Na figura preto puro o black do CMYK está 100%) e na figura do preto composto há apenas as cores c = 100%; m = 100%; y = 100%. Apesar da sobreposição de cores, o preto composto não atinge a qualidade do preto puro.

Uma dica importante direto de impressores profissionais. A melhor composição para um preto de qualidade é: Cyan = 50%; Magenta = 30%; Yellow = 0%; Black = 100%. Talvez a gráfica com quem você trabalhe não concorde, preferindo colocar alguma porcentagem de Yellow, mas é importante frisar que o amarelo tem uma secagem mais lenta, pois é uma cor clara, fazendo com que a composição demore mais tempo para secar, dificultando a manutenção da qualidade.

A seguir analisaremos a formação dos “pontos” do Sistema CMYK.

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