Efeito “moiré” (muarê) em impressão gráfica

Posted by guia On fevereiro - 20 - 2010

Quem trabalha com gráfica sabe dos “problemas surpresas” que ocorrem no dia a dia. Talvez um dos mais famosos é o moiré (falando é muarê). O moiré sempre existe na impressão gráfica, mas pode ser controlado. Ele ocorre porque a base da Quadricromia ou Policromia (sistema CMYK) se utiliza de pontos. Estes pontos são maiores ou menores conforme a lineatura em que um fotolito é tirado. Mas vamos nos familiarizar com alguns termos antes de explicar o moiré:

- Quadricromia, Policromia ou sistema CMYK: é o sistema de 4 cores (3 primárias mais o preto) que formam cores em uma gama ampla, mas limitada. Quem já viu os posts sobre cores e sistema CMYK terá uma noção melhor do que estamos falando. Basicamente, as 4 cores são sobrepostas, formando todas as outras cores utilizadas em fotos e imagens por um efeito ilusório de sobreposição de pontos. Você pensa que está vendo laranja, mas são pontos amarelos e magentas, quando vistos com uma lupa, você vê a ilusão provocada em suas vistas. Quanto menor o ponto (maior valor em linhas por polegadas ou LPI), maior a ilusão de cor e melhor a definição da imagem. O sistema CMYK é limitado, muitas cores se tornam opacas, pouco vivas e necessitam do sistema Pantone para complementá-las com mais qualidade. Os sistemas que complementam a Quadricromia são baseados em cores puras, fabricadas especialmente de catálogos e impressas como cores extras (5ª cor, 6ª cor, etc).

- Pontos: são os meio-tons formados pelo sistema CMYK, quando você vê uma impressão deste tipo com uma lupa, vê pontos minúsculos, dispostos em uma grade com determinada angulação. Estes pontos combinados formam a ilusão de cores, exemplo, 40% de cian e 80% de cian teremos dois tons de azul, se olharmos com uma lupa, verá a porcentagem de cian como sendo pontos, na porcentagem menor pontos mais afastados e menores. Na porcentagem maior, pontos mais juntos e maiores.

- LPI ou lineatura: originalmente eram linhas, depois se transformaram em tela de pontos e o nome ficou. Quanto maior a lineatura melhor será a definição da imagem. Designers trabalham com densidade de pontos. Para calcular a correspondência da densidade em lineatura, basta dividir o valor da imagem em unidade dpi por 2 e terá o valor necessário para LPI. Ou seja, uma imagem em 300 DPIs necessitará 150 LPI para manter sua qualidade. Na tela trabalhanos com DPIs e para soltar um filme trabalhamos com LPI. Porém é mais correto trabalhar com lineaturas entre 175 e 200 LPI, exigindo um pouco mais de DPIs para manter a qualidade da imagem. Neste caso, é melhor trabalhar com imagens sempre em 350 a 400 DPIs. O mercado adotou como padrão os 300 dpis. A diferença é mínima, mas em uma impressão de qualidade ela aparece. É importante consultar seu fornecedor de fotolito e tirar a dúvida de qual lineatura eles costumam tirar seus fotolitos, para trabalhar no valor correto em DPIs, bastando multiplicar por 2 o valor informado pelo seu fornecedor.

É preciso compreender que, para evitar o efeito moiré, a escala CMYK se utiliza de uma grade de pontos para cada cor, e cada grade destas estará com ângulos diferentes. Isto porque se cada cor tivesse a mesma angulação, todos os pontos cairiam um sobre os outros. Há várias angulações utilizadas, estudadas a muitos anos já. A angulação de cada canal mais comum é:

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