Faça-se a luz!

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Estudar o Design a partir da especialidade torna o profissional um produto do Design, não um criador de Design

Quando Deus criou o mundo na analogia dos 7 dias, com certeza ele precisou estudar Design. Na teoria da adaptação evolutiva das espécies, a natureza é um mestre em Design.

Antigamente era mais popular como Arte, mas atualmente o Design se dividiu em diversas matérias, áreas, células e átomos para abarcar todas as especialidades. É um verdadeiro leque de possibilidades. Como esta era moderna gosta de cunhar novos termos que variam de acordo com a moda, o termo Design nasceu da necessidade de rebatizar algo que já é extremamente batido. Esta é a principal habilidade do Design: estar sempre um passo a frente no sentido de inovação, renovando a si mesma.

Atualmente a expressão Design é muito mais que uma matéria. Tão amplo quanto complexo, todas as outras áreas como exatas, humanas e gerais incorporam o Design em si. Até mesmo a Biologia das espécies se utiliza de melhorias de Design, por exemplo, quando uma espécie tem um determinado macho que se utiliza de melhorias em seu “Design biológico” para melhor atrair a fêmea. Exemplo prático: o pavão. Esta é a linha de identificação pela imagem.

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Mas muito mais que imagem, Design é também acessibilidade, e este é um dos temas que mais expressam a atualidade: ser facilmente acessível. O Design contribui obrigatoriamente nesta linha e é preciso entender como uma pessoa utiliza um instrumento para melhorá-lo ou criá-lo. A facilidade de acesso à um novo instrumento vem de seu Design de acessibilidade e isto derruba mitos, como é o caso do Iphone.

Em termos gerais o Design é muito amplo e da necessidade de entendê-lo ele foi se subdividindo em áreas: Arquitetura, Design de Interiores, Design Industrial, Design de Moda, Design Gráfico, Web Design, Design Publicitário, etc.

Esta subdivisão ajuda a melhor seccionar o Design e torná-lo mais enfocado em cada um de seus objetivos. Mas esta mesma subdivisão pode enfraquecer um Designer, que é o profissional que trabalha com Design. Este enfraquecimento vem do excesso de divisão e especialidade. Um profissional necessita entender sua área de corpo completo e não somente a parte à qual deseja se focar, como se só conhecesse a função das mãos e não soubesse tudo que o corpo é capaz.
Estudar o Design a partir da especialidade torna o profissional um produto do Design, não um criador de Design, agindo no pólo passivo da profissão e não no ativo. Mas esta é uma realidade que ocorre em toda a educação, é somente mais uma consequência da péssima didática da educação desde o jardim de infância até as Universidades.

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A Arte antiga formou verdadeiros gênios de Design, como um exemplo muito batido, Leonardo da Vinci. Muito mais que um “pintor”, “desenhista”, “escultor”, Leonardo da Vinci era um inventor, porque se dedicou não somente a pintar quadros. Ele entendia, pela habilidade de observar, até mesmo os mecanismos da natureza, como está no livro “Anotações de Da Vinci por ele mesmo” da Editora Madras, que é um livro que traduz vários manuscritos de Leonardo.

Da Vinci entendia de acessibilidade, de objetivação, de criação de ferramentas, de adaptação, de funcionalidades e levou o uso do Design ao extremo do resultado, para a época em que viveu. Não fez mais porque já estava totalmente fora de sua época, se fizesse mais seria queimado na fogueira. E é considerado um gênio até hoje.
Diz-se que o meio ajuda o Designer em sua superação. Mas grandes gênios como Da Vinci são raros e não há menos terreno para o surgimento deles hoje. Se o adubo se chamar superação, ouso afirmar que há mais terreno na atualidade para a genialidade. Há muito mais dificuldades hoje do que no passado.

A concorrência pelo ganha pão e para ganhar mercado, o trabalhar pelo simples sustento, a massificação da acessibilidade, levando esta matéria ao extremo, onde as pessoas querem cada vez mais facilidades para ganhar segundos ou milésimos de segundos; a idéia que temos aqui e outro tem igual ali ou copia lá, o recurso “ctrl + c”, “ctrl + v”, copiar e colar é mais fácil, a chupação de idéias, a exploração das idéias para simples ganho de mercado, a falência do sistema de ensino, tudo isto é um terreno muito mais infértil que a Idade Média, onde tudo estava potencialmente latente.

Hoje existem grandes sacadas para a venda de grandes produtos, mas são esforços desperdiçados para manter um sistema capitalista, ou seja, invariavelmente, a inspiração morre em quanto você vai por no bolso. É uma realidade triste, mas ainda há muito amor ou paixão pela profissão, pois o Designer é um apaixonado por natureza, e é isto que mantém o brilho do Design. Isto não significa que o socialismo seja uma melhor opção, muito pelo contrário, para o Design, o socialismo representaria a morte da inspiração. O Design sobreviveria para manter o governo. Não há uma solução na política, aliás, já faz tempo que política se tornou desacreditada em todas as suas “soluções”. Basta agora aos políticos chamarem um Designer para tentar melhorar até mesmo suas carinhas de lobo vestido em pele de cordeiro.

Apesar de toda esta frustação, há muito que fazer no mercado e o Design tem muitos pontos por onde pode escoar nosso amor a ele. Basta procurar e nisto o Designer é potencialmente bom. Procure, ache e siga em frente. O resultado você verá na prática.

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